Ciúme – A Terapia de Casal pode salvar seu relacionamento.

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Você é ciumento (a)?

Já passou por situações em que se viu com ciúmes da pessoa com quem você se relaciona?

Falam tanto de ciúmes, mas é preciso distinguir o que é sentir ciúme de maneira saudável e o que é ter ciúme a ponto de deteriorar um relacionamento.

 

Ciúme não é uma doença, mas pode se tornar patológico quando se dá de maneira excessiva, ou se tornar algum sintoma de possível transtorno.  Para o ciumento, a fronteira entre imaginação, fantasia, crença e certeza, é vaga, assim as dúvidas podem se transformar em ideias supervalorizadas ou delirantes.

 

O ciúme fora de controle prejudica o relacionamento e traz sofrimentos para o casal.

 

Entretanto, o ciúme pode ser encarado como uma ferramenta evolutiva que serve como um sensor de perigo, e sua função é preservar o relacionamento. A ausência dele também pode prejudicar a relação a dois, deixando o parceiro com a sensação de não ser amado ou cuidado o suficiente.

 

O ciúme “aceitável ou normal” é aquele que não gera prejuízos para o casal, seria algo transitório, específico e baseado em fatos reais, e o patológico seria uma preocupação infundada, irracional e descontextualizada.

 

Quem sente ciúme nesse nível, tem o hábito de verificar constantemente as suas dúvidas, a ponto de dedicar boa parte do seu tempo a invadir a privacidade e opor-se a liberdade do parceiro: abre correspondências, bisbilhota o computador, ouve telefonemas, examina bolsos, chega a seguir o parceiro ou contrata alguém para fazê-lo.

Essas tentativas de aliviar sentimentos de desconforto e insegurança, são percebidas como irracionais pelo próprio indivíduo, não amenizam o mal estar da dúvida, e minam a qualidade do relacionamento.

 

Às vezes, a pessoa ciumenta demais tem ciência de que suas reações são exageradas, mas não consegue controlar o impulso de defender sua relação ou sofre calado, com mil pensamentos o tempo todo sobre o que seu par está fazendo, o que ele já fez e o que ele fará. Outras vezes, a pessoa acha que seu comportamento e suas desconfianças estão certas, fundamentada em suas crenças sobre quem é seu par, como as pessoas devem agir, como os homens e as mulheres são, se o outro é confiável ou não.

 

O ciúme excessivo passa a minar o namoro/noivado/casamento, prejudicando ambos os parceiros. Além disso, o ciúme é um dos motivos mais comuns para homicídios, sendo a vítima na maior parte das vezes a mulher (mas não exclusivamente), frequentemente como resultado do término do relacionamento.

 

Quando alguém é acusado injustamente de algo, ele começa a tentar se defender, nem sempre de maneiras legais e a situação começa a ficar insuportável.

 

A pessoa que é vítima do ciúme deve conversar com seu parceiro, explicar seus motivos para ter agido dessa ou daquela maneira na situação que desencadeou o ciúme, desfazer os males entendidos, não dar motivos (reais) para que ele (a) sinta-se inseguro e reafirmar seu interesse e amor pelo parceiro, demonstrando isso das maneiras que se adequem ao seu caso em particular. Caso o ciúmes do parceiro persista é necessário procurar ajuda profissional.

 

No ciúme há avaliações cognitivas e reações emocionais envolvidas, portanto, há um misto de emoções como medo, tristeza, raiva, ansiedade, indignação, culpa, constrangimento, dependendo da pessoa. As avaliações cognitivas podem envolver preocupação sobre o parceiro ser atraído por outros e suspeita da existência de outro relacionamento, por exemplo.

 

Se você está vivenciando um pesadelo no relacionamento por conta do ciúme excessivo, saiba que há uma saída, e para isso há a Terapia de Casais.

A terapia de casal pode ser realizada por um Psicólogo experiente e que atue com foco na Teoria Cognitivo Comportamental ou TCC. Aliás, esta abordagem vem sendo destacada como método muito eficaz para este tipo de demanda.

 

Sendo assim, o foco da terapia de casais é de modificar os pensamentos que atormentam ou levam ao sofrimento (seja do ciumento, seja de seu parceiro) e os pressupostos dos quais esses pensamentos vêm, as crenças sobre si, sobre o parceiro e os relacionamentos em geral, para tentar diminuir e controlar o ciúme, compreendendo o ciclo vicioso que prende o casal e propor maneiras de quebrá-lo.

 

O Psicólogo aliado à técnica da TCC ajudará o casal na reestruturação das cognições inadequadas, o manejo das emoções, a modificação de padrões de comunicação disfuncionais e o desenvolvimento de estratégias para solução de problemas cotidianos, de maneira eficaz.

 

Nas sessões terapêuticas, o Psicólogo usa de técnicas que envolvem o registro de pensamentos automáticos, exercício escrito que orienta os pacientes no processo de identificação de pensamentos, sentimentos e comportamentos em um dado momento, questionamentos na sessão e recordações.

 

Diante disso fará uma análise funcional dos comportamentos, buscando suas causas, verificando o controle que os eventos ambientais exercem sobre o comportamento, gerando uma compreensão das dificuldades apresentadas pelo casal.  Assim, é possível identificar o estímulo antecedente, o comportamento e a consequência.

 

Durante a psicoterapia, o Psicólogo também poderá desenvolver a habilidade da comunicação, da expressão de sentimentos e emoções, instalando de maneira adequada no repertório do casal, facilitando o desenvolvimento do autoconhecimento, que contribui para que cada um possa identificar em si mesmo suas limitações, comportamentos os quais podem ser trabalhados visando à melhoria do relacionamento.

 

Por fim, o profissional ajudará o casal a aprender a confiar primeiramente em si mesmo, buscando autoestima, olhando para si e enfrentando esse sentimento complexo e difícil, e, portanto, evitando exteriorizá-lo no outro.

 

A partir deste enfrentamento, os relacionamentos acabam sendo fortalecidos e se tornando mais duradouros.

 

 


Psicóloga Carla Araujo
CRP – 05/58453
www.psicologacarlaaraujo.com.br


 

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