Depressão, suicidio
Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest

Hoje falaremos sobre a depressão

 

Embora seja um assunto que vem ganhando discussão e repercussão nos consultórios, nas mídias sociais etc. ainda assim, poucas pessoas têm uma compreensão correta sobre a manifestação da depressão e suas nuances.

Você sabia que na última estatística feita pela OMS (2018), estima-se que no ranking da América Latina, o Brasil tenha pelo menos 6% de sua população diagnosticada com depressão? Desta maneira, considera-se como a primeira causa de incapacidade entre todos os problemas de saúde pública.

Tenho notado no relato de muitas pessoas que, reconhecem a depressão em função de alguns sintomas conhecidos pela maioria de nós, quando na verdade, existe um estereótipo que impede um diagnóstico correto e preciso deste transtorno.

Por exemplo, podemos lidar com uma pessoa depressiva no qual tende a trancar-se em seu quarto e passar o dia todo deitado.
Ou
Podemos nos deparar com uma pessoa que trabalha e estuda ativamente, não aparentando nenhum sintoma depressivo.

Por estas razões, optei por trazer mais informações e propiciar um maior entendimento sobre a doença considerada como o “mal do século”.


O que causa depressão?

Há uma série de estudos e pesquisas sobre o processo de adoecimento pela depressão, há evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Muito se fala de fatores psicológicos, sociais e ambientais como agentes causadores da depressão, mas na verdade eles são consequência e não causa fundamental da doença.

A depressão é dividida em subtipos, ou seja, há uma similaridade entre os sintomas, o que pode mudar é o tempo de duração e outros sinais que acompanham a doença.

Nos quadros depressivos “tradicionais” o estado melancólico é acentuado, em contrapartida, podemos nos deparar com a depressão atípica, que também acomete pessoas deprimidas, mas que camuflam os sentimentos e as manifestações depressivas, passando uma imagem de que estão bem e até mesmo, felizes.

Este tipo de depressão muitas vezes é ignorado pelo fato desta pessoa ter relativamente uma vida ativa: trabalhar, estudar, ter vida social, ter namorado(a), cônjuge etc.

Geralmente pessoas introvertidas que tem dificuldades para expor suas emoções, dificuldade em conversar, com tendência perfeccionista e que se exigem demais, tendem a sofrer de depressão atípica.

Diferente da depressão “tradicional”, uma pessoa com depressão atípica, pode se alegrar com coisas e notícias boas, com acontecimentos positivos, mas seu real estado tende a ser camuflado, e por esta razão, o diagnóstico e reconhecimento da doença, tende a ser mais complexo.

Para que haja um diagnóstico correto de depressão, é preciso que pelo menos cinco dos critérios abaixo, estejam presentes na pessoa por no mínimo duas semanas.


Sintomas frequentemente apresentados

Tristeza e sentimentos melancólicos – É necessário diferenciar o estado de tristeza pontual, ou seja, a pessoa está triste e sabe que há uma razão. Diferente da tristeza constante e duradoura. Choro fácil e/ou frequente. Apatia e/ou indiferença afetiva. Sentimento de tédio e aborrecimento crônico. Irritabilidade aumentada, principalmente relacionada a ruídos, pessoas, vozes etc. Sensação de angústia ou ansiedade.

Distúrbios de sono e apetite – é possível haver a diminuição da fome e consequente perda de peso. Entretanto, pessoas acometidas a depressão atípica podem ganhar peso, comer em excesso sem se dar conta. Diminuição da libido ou do desejo sexual.

 

Ideação, planos ou atos suicidas – desejo de morrer ou planejar uma forma de tentar o suicídio. Tendência a permanecer na cama por todo o dia. Fadiga diária, inclusive em atividades simples e corriqueiras. Exaustão, principalmente pela sobrecarga em manter uma aparência de que tudo está bem. Alto nível de sensibilidade e maior sentimento de rejeição – podem sentir profundo pesar ao serem criticados e temem o receio da incompreensão.

 

Dificuldades no convívio social e ambiente de trabalho – em função da exposição nestes ambientes, podem se sentir mais expostas a críticas e julgamentos. Humor afetado, podendo haver rompantes de raiva – a sobrecarga decorrente da “máscara” assumida em função da vergonha em assumir que as coisas não estão bem. Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa e sentimento de ruína.

 

Tratamento e Prevenção

 

Quando se fala em diagnóstico de depressão, estamos falando de uma doença que afeta mente e corpo, e por esta razão tem que ser investigada e tratada por profissionais qualificados como um Psicólogo e/ou Psiquiatra.

 

A combinação de Terapia Cognitivo Comportamental, reconhecida como uma das abordagens terapêuticas com maior eficácia no tratamento da depressão, aliada ao uso de medicamentos, estes indicados por um Psiquiatra, podem propiciar um tratamento de qualidade.

 

O mais importante e que faço questão de esclarecer é que a depressão não pode ser ignorada ou banalizada. Se você tem ou conhece alguém nestas condições, busque ajuda, um bom tratamento determinará a recuperação e trará maior qualidade de vida à esta pessoa.

 

Ressalto também que, a melhor forma de prevenir a depressão é garantindo o equilíbrio do corpo e da mente, através de alimentação saudável e equilibrada, com regularidade na prática de exercícios físicos, na administração do stress presente no cotidiano, no compartilhamento dos problemas com amigos ou familiares, no bem estar rico em afeto social e familiar, na prática de hobbies ou atividades que tragam satisfação pessoal e principalmente, no investimento e exercício do autoconhecimento.

 

Por fim, é necessário entender que a depressão não é você, mas sim uma doença no qual pode e deve ser enfrentada, com apoio de um bom Psicólogo. Tags: depressão, depressão atípica; psicólogo; terapia cognitivo comportamental; psicologia; sintomas depressão; tristeza; tratamento depressão; prevenção depressão de exercícios físicos, na administração do stress presente no cotidiano, no compartilhamento dos problemas com amigos ou familiares, no bem estar rico em afeto social e familiar, na prática de hobbies ou atividades que tragam satisfação pessoal e principalmente, no investimento e exercício do autoconhecimento.

 

Por fim, é necessário entender que a depressão não é você, mas sim uma doença no qual pode e deve ser enfrentada, com apoio de um bom Psicólogo.

Tags: depressão, depressão atípica; psicólogo; terapia cognitivo comportamental; psicologia; sintomas depressão; tristeza; tratamento depressão; prevenção depressão

 


Psicóloga Carla Araujo
CRP – 05/58453
www.psicologacarlaaraujo.com.br


 

WhatsApp chat