Transtorno de personalidade borderline: conheça os sintomas e formas de tratamento

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Em inglês, a expressão borderline refere-se a algo que está na fronteira, no limite ou é incerto. Isso ajuda a definir o transtorno de personalidade borderline, também conhecido por transtorno de personalidade limítrofe.

 

Trata-se de um problema de saúde que envolve as áreas de psicologia e psiquiatria. As pessoas que têm esse tipo de transtorno alternam atitudes de forma impulsiva, podendo ter surtos de agressividade e, em casos extremos, até tentar o suicídio.

 

Estima-se que 6% da população mundial sofra do transtorno de personalidade borderline.

 

Se, por um lado, não há estatísticas sobre sua prevalência no Brasil, por outro aproximadamente 10% dos pacientes diagnosticados no nosso país cometem suicídio, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

 

No geral, os surtos relacionados ao borderline referem-se a relações interpessoais após situações de crise no trabalho, pressão da família e brigas com amigos.

 

O ambiente muda muito o humor dessas pessoas, que, em geral, reagem mal quando são contrariadas. Quando a crise é acompanhada de forte paranoia, elas podem chegar a cometer violências físicas contra outras pessoas.

 

O que leva ao desenvolvimento do transtorno de personalidade borderline?

 

As crises de personalidade borderline se manifestam quando essas pessoas passam por conflitos emocionais difíceis ao longo da vida, como mortes, separações, brigas e abuso sexual, sobretudo na infância.

 

A evolução do quadro clínico a longo prazo ainda é pouco conhecida, porém é intrigante que tal diagnóstico seja menos frequente em adultos depois dos quarenta anos e em idosos.

 

Um indício de que o transtorno de personalidade borderline seja um distúrbio próprio de adolescentes e adultos jovens, e que no adulto maduro e no idoso esse perfil de personalidade sofreria algumas modificações.

 

Qual a diferença entre o transtorno de personalidade borderline e a transtorno bipolar?

 

Por conta das mudanças no humor, o transtorno de personalidade borderline é muitas vezes confundido com o transtorno de humor bipolar.

 

No entanto, como o próprio nome os distingue, enquanto o primeiro trata-se de um transtorno de personalidade, o segundo descreve um transtorno de humor.

 

Nesse contexto, a alteração entre humor extremo e depressão nas pessoas com transtorno borderline geralmente ocorre dentro de horas ou dias, enquanto que na doença bipolar pode durar semanas ou meses.

 

A doença bipolar também costuma apresentar crises mais intensas que o transtorno de personalidade borderline, impossibilitando muitas vezes que os pacientes bipolares cumpram suas tarefas cotidianas.

 

O diagnóstico

 

A fim de precisar o diagnóstico, existem alguns fenômenos que são típicos do transtorno de personalidade borderline, dentre eles:

 

  • Sentimentos crônicos de vazio
  • Impulsividade
  • Automutilação
  • Episódios psicóticos de curta duração
  • Tentativas manipuladoras de suicídio e,
  • Frequentemente, relações interpessoais muito conturbadas e insatisfatórias.

 

A seguir será exposto um resumo dos sintomas apresentados no transtorno.

 

Sintomas do transtorno de personalidade borderline

 

A experiência afetiva do paciente borderline é caracterizada pela presença frequente da raiva e da depressão (solidão-vazio), e algum grau de ansiedade e anedonia (perda da capacidade de sentir prazer).

 

Tais pacientes tendem, de fato, a experimentar afetos intensos, intempestivos e instáveis, entretanto raramente suas vivências afetivas incluem a experiência do prazer.

 

Além disso, a depressão e ansiedade estão muito presentes. Geralmente não se trata de uma depressão do tipo culposa, mas muito mais relacionada a sentimentos de profunda solidão e rejeição. Há uma vivência predominante de sentir-se fútil, só, isolado e rejeitado pelas pessoas de seu convívio.

 

A característica mais frequente e saliente do comportamento dos pacientes borderline é o caráter impulsivo e autodestrutivo de seus atos.

 

O termo autodestrutivo é usado para indicar um largo espectro de comportamentos que resultam ser autodestrutivos, embora seu objetivo inicial, às vezes, não seja esse.

 

Exemplos incluem a hipersexualidade na busca de afeto, a automutilação com o objetivo de manipulação dos outros, de chamar a atenção e envolvimento com drogas, na tentativa de obter uma entidade provisória (de “dependente químico”) ou, simplesmente, como forma de fuga e evitação de sentimentos de abandono.

 

Alguns pacientes podem desenvolver sintomas psicóticos transitórios. Quando esses quadros psicóticos ocorrem, eles tendem a se apresentar a ser relacionados a situação de estresse e rapidamente reversíveis e transitórios.

 

Esses pacientes tendem a apresentar grande vulnerabilidade a estresses farmacológicos, como aqueles produzidos pela maconha, LSD, mescalina ou outros alucinógenos.

 

Como é o tratamento?

 

O transtorno de personalidade borderline historicamente foi visto como difícil de tratar. No entanto, com um acompanhamento mais moderno e adequado, indivíduos diagnosticados têm apresentado uma qualidade de vida melhorada.

 

É importante que as pessoas com o transtorno e seus entes queridos sejam pacientes e recebam suporte apropriado durante o tratamento.

 

Nesse sentido, o acompanhamento de um psicólogo é primordial. É por meio da psicoterapia que se desenvolve a maturidade emocional e trabalha-se para que o paciente consiga lidar com os sentimentos e as frustrações.

 

Aliado a isso, é realizado o uso de medicamentos antidepressivos, estabilizadores de humor e calmantes indicados pelo médico psiquiatra.

 

Como posso me ajudar se eu tiver transtorno de personalidade borderline?

 

Embora possa demorar algum tempo, você pode sim melhorar com o tratamento. Para se ajudar:

 

  • Fale com o seu psicólogo e um médico psiquiatra sobre as opções de tratamento e siga as orientações.
  • Tente manter uma rotina estável de refeições
  • Garanta horas suficientes de sono.
  • Pratique atividades relaxantes ou exercícios físicos para ajudar a reduzir o estresse.
  • Defina objetivos realistas para você.
  • Quebre grandes tarefas em pequenas e defina algumas prioridades. Metas menores são mais fáceis de serem atingidas e geram maior engajamento e motivação.
  • Tente passar algum tempo com outras pessoas e confiar em um amigo ou membro da família.
  • Diga aos outros sobre eventos ou situações que podem desencadear sintomas.
  • Identifique e procure situações, lugares e pessoas que transmitam conforto a você.
  • Continue a ler, estudar e educar-se sobre este transtorno.
  • Não beba álcool ou use drogas ilícitas – provavelmente irá piorar as coisas.

 

Nesse momento, a raiva e a impulsividade se sobressaem, sendo necessário ter apoio dos amigos e familiares. Estes precisam acolher, ser compreensivos e incentivar a procura de ajuda profissional quanto antes.

 

Dessa maneira, o paciente aprenderá a lidar com as crises e evitar que novas aconteçam.

 

Em uma emergência, a pessoa se sente desamparada. Ao conversar sobre o que está sentindo, a ansiedade é controlada.

 

Quer saber mais sobre como a psicoterapia pode auxiliar no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline e outros Transtornos de Personalidade? Entre em contato que terei o maior prazer em conversar com você.

 


Psicóloga Carla Araujo
CRP – 05/58453
www.psicologacarlaaraujo.com.br


 

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